segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

É tão bom uma amizade assim. Sabe bem saber com quem contar...


E, como dizia certo refrão de uma outra canção:
"Por incrível que pareça, por incrível que pareça,

Não há nada, não há nada, que não nos aconteça."



((O resto do refrão deixo aqui, dupla-parenteticamente, pois não tem nada a ver com o post de hoje. Serve apenas para os saudosistas recordarem A Árvore dos Patafúrdios. Rezava, pois assim, a conclusão do refrão: "Oh, sorte malvada. Que vida desgraçada. Ai-ai, ai-ai, ai-ai, ai-ai."))



Sem querer parecer a entrega de uma qualquer cerimónia de uns quaisquer prémios, impossível não agradecer AQUI e AGORA à força impulsionadora do Miguel, da Lurdes, da Fernanda Roma, da Anabela Pereira, da Ana Henriques, da Ana Timóteo, da Dulce, da Carla Cordeiro, da Cristina Trindade, da Sofia Eurico, da Sofia Paulo, da Maria João, da Rute, do Filipe Torrado...





Agradeço os incentivos e, nos casos particulares da Lurdes e da Carla, o esforço pela recuperação de algumas das fotos manientas que se remeteram ao silêncio, fechando-se à chave dentro do meu computador. Pior: partiram a chave na própria fechadura e o dito vai mesmo ter de ser arrombado.


Evidentemente que os maiores culpados de tudo isto são, indubitavelmente, estes serezinhos...


Apresento-vos, da esquerda para a direita:
Papaxuá, Panhónhó e Pokonhé
ou, se preferirem,
o João, o Afonso e a Ana.

São, de facto, radicais as mudanças que ocorreram desde que eles apareceram na minha vida, ou eu na vida deles (dependendo esta inversão das crenças teórico-filosóficas de cada um).

Algumas delas prendem-se com o retomar da brincriação (desculpe o roubo, admirável Mia Couto...). A minha infância, feita de brincar, aprender, sonhar, criar, inventar, destruir, recomeçar, adiar...

Cresci.
E tudo se alterou (ou quase tudo, para não cometer nenhuma injustiça universal...).

De há dois anos para cá - e a alteração decorre da frequência do meu João num jardim de inspiração Waldorf - os bazares de Natal, alguns fins de tarde tricoteiros, a construção de pequenas oferendas personalizadas, a manufactura de brinquedos, entre outros aspectos, devolveram-me o gosto pelo natural, pelo verdadeiro, devolveram-me o prazer da construção, do trabalho manual, da criação.

Empolguei-me (embloguei-me, agora, também seria um termo aceitável) e o resto vocês já sabem: comecei a aceitar alguns pedidos, fazendo móbiles, brinquedos e acessórios por encomenda.

Fica, desde já, a promessa: recuperadas que estão algumas das fotografias, vou apresentar-vos algumas das minhas peças que, actualmente, esperam adopção.


Estas são as Borboletas Léta.
As Léta são de uma raça muito peculiar.
Adoram rir e são verdadeiras amigas do peito...
Cada uma delas demora cerca de sete horas a nascer.
Uma eternidade ...


Amanhã apresento-vos as Borboletas Mariéte. Primas das Léta, mas de raça anã.


Preparo-me, agora, para ir caçar uma outra bicharoca muito, muito rara: a Pókónhé!



Até amanhã.

Isabel Aleixo.

1 comentário:

carlos disse...

olá cunhada blogueira!
gostei do teu blog em suaves tons pastel e da tua dialética "blogueira".
e da foto do vossos miudos.
já te sabia artesã mas não calculava que te tivesses dedicado inteiramente.
desejo-te as maiores felicidades no teu blog e nas tuas criações.
todo o meu carinho para todos vocês.
Carlos