A sentença meteorológica fora ditada na véspera: «Sábado chuvoso, mau tempo e tal e coiso.»
Eu não acredito que a meteorologia seja uma ciência; para mim, lá dentro do Instituto de Meteorologia, em vez de maquinetas, têm velhinhos atacados com reumático e velhinhas com costuras de operações e estrias em vários locais. Depois, dependendo da dor aqui ou da comichão acolá, de um «Ai!» ou de um suspiro profundo, os "cientistas" informam os media: «Chuva em todo o território» e num tom de voz mais baixo, para não ferirem susceptibilidades autorais, «Informação apurada pelas cruzes da Dona Umbelina». Quando o tempo desdiz a Dona Umbelina, o senhor Adalberto reclama logo: «Eu não disse? Eu não disse que era sol e calor? O meu joanete nunca se engana...»
Eu saio do Instituto, mas sei que, lá dentro, tudo acaba ao beliscão, à bengalada e ao atirar de proteses dentárias à testa dos "cientistas".
Resultado deste paleio todo: um fim-de-semana estupidamente magnífico!
Inspirem bem este ar e sintam as gotículas do rio Tejo...

Assim se entra na Quinta de SubSerra...

E o deslumbramento acontece a cada passo que damos e, como por magia, de dentro do pote saem Capuchinhas...

(Aqui entre nós, a Dulce é saudavelmente louca: ela faz doce com tudo o que se colhe. Eu acho que a canção d'O Sítio do Pica-pau Amarelo lhe subiu à mioleira. Lembram-se? «Marmelada de Banana; Bananada de Goiaba; Goiabada de Marmelo... Sítio do Pica-pau Amarelo...»
Conseguem imaginar doce de Manhacunhico-de-cunheca? Não? Ela faz, de certeza!
Ela faz e eu baptizo e provo... e aprovo)


Vocês sabem como elas adoram os trevos e as flores...

A Festa da Primavera, muito mais do que uma simples feira, constituiu um fim-de-semana de aprendizagem e troca de experiências bio-ecológicas.

Descobri que sou óptima a criar um fio altamente irregular: ora fino demais aqui, ora exageradamente grosso acolá... Dará, certamente, para um belo casaco rústico.

Aprendi, também, com a Alexandra, que, entre outras plantitas espontâneas, a Tanchagem (variante «Língua-de-ovelha», na foto) é óptima para ser cozinhada como as nabiças comuns e tem ainda um efeito depurativo. E pensar que elas crescem até por entre as pedras da calçada...
As ervinhas que crescem nos meus vasos encantados vão passar a ter outra utilidade, depois deste ateliê; olá se vão!
E mais haverá para contar, se certos colaboradores autorizarem a publicação das suas fotos fantásticas.
Fica, por ora, o suspense.
Até breve.
5 comentários:
Ai minha amiga...q saudades do meu rio!
Obrigada por teres tirado 1 foto de um dos meus portos de abrigo:a Quinta da Subserra, onde eu tantas vezes fui comemorar tristezas e alegrias...
Beijos grandes!
ler os teus relatos é como ouvir um conto daqueles bem contados... é que nem precisavas ter posto fotografias já que as imagens se iam formando automatica e incontrolavelmente na minha cabeça à medida que passava os meus olhos, de movimentos sacádicos, pelas tuas palavras!!
um beijinho
...e não querem lá ver que foi mesmo de Reis e Rainhas este fim de semana?
As Berletas e as Marietas a voarem por entre flores lindas e cheirosas...os doce improváveis a ganharem mais cor e sabor....enfim que encanto. E tudo isto bem por cima do meu rio!
Mais uma vez a dupla Dácamiso/Gota de Á gua tiveram um belo momento.
Apreciem as fotos ...e dêem aa à imaginação!
Beijos grandes aos meus sobrinhos do coração João, Ana e Afonso que também foram princípes nesta quinta de sonho.
A falta de "s" não foi prepositada meus amigos!!!! e peço desculpa,mas........o meu teclado está estoiradito!!!!
Mil desculpas
Um relato fantástico de um fim de semana bem passado nesse local lindissimo que é a Quinta Municipal de Subserra.
Também quero provar esses doces da Dulce ehehe.
Beijinhos grandes
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